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prescrição da pretensão punitiva

Prescrição da pretensão punitiva – TEMA PRESCRIÇÃO PARTE 2

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No contexto do sistema jurídico brasileiro, a prescrição da pretensão punitiva desempenha um papel crucial no estabelecimento de limites temporais para o exercício do poder punitivo do Estado. Este artigo explora os diferentes aspectos e modalidades da prescrição da pretensão punitiva no ordenamento jurídico nacional, com foco nas suas duas principais categorias: a prescrição retroativa e a prescrição intercorrente ou superveniente à sentença condenatória. Ao analisar os pressupostos, as características e as consequências dessas modalidades de prescrição, busca-se oferecer uma compreensão abrangente sobre esse importante instituto do direito penal brasileiro. 

Prescrição da Pretensão Punitiva

A prescrição da pretensão punitiva é um instituto fundamental no direito penal brasileiro, estabelecendo limites temporais para o exercício do direito do Estado de punir um agente por um crime praticado. Essa prescrição pode ser classificada em duas categorias principais: retroativa e intercorrente.

Prescrição da Pretensão Punitiva Retroativa

A prescrição retroativa ocorre após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória para a acusação. Esse trânsito em julgado impede que o Tribunal agrave a situação do réu, conforme estipula o art. 617 do Código de Processo Penal. A partir desse momento, a base para calcular a prescrição muda, considerando-se a pena aplicada na sentença.

O prazo prescricional retroativo é verificado entre a data do recebimento da denúncia e a publicação da sentença penal condenatória ou do acórdão que a confirme.

Prescrição da Pretensão Punitiva Intercorrente ou Superveniente à Sentença Condenatória

A prescrição intercorrente incide antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória para todos os envolvidos. Conforme o art. 109, caput, do Código Penal, a prescrição da pretensão punitiva é regulada pelo máximo da sanção privativa de liberdade. No entanto, há uma exceção, conforme o art. 110, §1º: mesmo tratando-se de prescrição da pretensão punitiva, se a sentença condenatória transitar em julgado para a acusação, ou se seu recurso for improvido, o prazo prescricional começa a correr a partir da sua publicação, regulado pela pena em concreto.

Conclusão:

Em suma, a prescrição da pretensão punitiva representa um importante instrumento de garantia dos direitos individuais no âmbito do direito penal brasileiro. Tanto a prescrição retroativa quanto a intercorrente desempenham papéis essenciais na delimitação temporal do exercício do poder estatal de punir, assegurando que o Estado respeite os limites legais ao buscar a responsabilização penal dos agentes por condutas criminosas.

Ao compreender os fundamentos e as modalidades dessa prescrição, torna-se possível promover uma aplicação justa e equânime da lei, em consonância com os princípios da legalidade e da segurança jurídica.

SE APROFUNDE AINDA MAIS NESSE TEMA:

PRESCRIÇÃO (PARTE 1)

PRESCRIÇÃO (PARTE 2)

PRESCRIÇÃO (PARTE 3)

PRESCRIÇÃO (PARTE 4)


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